Comunidade Portuguesa na Austrália
A comunidade portuguesa estimada em 61.847 segundo o censos de 2011 [1], é pequena comparada com a Grega 478.000 ou Italiana cerca de 1 milhão, mas comemora a sua identidade principalmente através da gastronomia e de celebrações culturais.
Especialmente visivel em Sydney, no bairro de Petersham, onde abundam restaurantes e cafés portugueses e onde decorre todos os anos o Festival do bairro Português de Petersham que chega a juntar 16.000 pessoas incluindo muitos australianos.
Par além de Sydney e Wollongong, no estado de Nova Gales do Sul existem comunidades portuguesas consideráveis em Vitória (Melbourne) e no estado da Austrália Ocidental (Freemantle).
No entanto a comunidade portuguesa na Austrália é atualmente composta por mais descendentes de portugueses 46.519 mil do que do que por portugueses nascidos em Portugal 15.328 mil (censos de 2011).
Apesar disso nos últimos anos tem-se notado um acréscimo no número de portugueses que escolhem a Austrália para estudar bem como para emigrar permanentemente.
A diferença entre a primeira geração de portugueses, nascida em Portugal, e estes recém-chegados é que estes são na sua maioria altamente qualificados, vêm predominantemente de centros urbanos, dominam o Inglês e vêm geralmente sózinhos sem a família.
A maioria são jovens que vem para estudar ou trabalhar, pela experiência de viver noutro país ou mais frequentemente pela falta de oportunidades no seu país de origem.
Ao contrário dos seus antecessores que se destacaram principalmente na indústria manufatureira eles estão em todas as áreas desde estudantes, engenheiros, investigadores, médicos, enfermeiros, empresários, atores, cientistas e afins.
Por outro lado as suas dificuldades em obter visto de entrada e em permanecer são mais do que as da geração que os antecedeu.
No mercado de trabalho há uma tendência para que os jovens portugueses que vem com visto de estudante ou sem um contrato de trabalho encontrem inicialmente trabalho nas áreas de hotelaria e turismo. Em Sydney muitos começam por trabalhar num dos cafés ou restaurantes portugueses do bairro português de Petersham.
Enquanto que os que já vem com um visto de trabalho tem à partida mais facilidade em encontrar um emprego numa área profissional mais compatível com as suas habilitações técnicas e profissionais.
Desde 2008, inicio da crise financeira, tem-se notado também um acréscimo no visto de estudante no país, sendo que em 2011 foram emitidos 960 vistos a estudantes portugueses. Um número que só não é maior dado os custos envolvidos em mudar-se para a Austrália. Também há casos de Portugueses com dupla nacionalidade nascidos na Austrália que estão agora a voltar para a chamada terra das oportunidades.
No plano social os portugueses que cheguem agora tem mais facilidade em encontrar outros portugueses, dada a proliferação de clubes e associações em todos os estados e mesmo a existência de um bairro português em Sydney.
No entanto a maioria dos clubes, associações e grupos culturais tem um caráter quase exclusivamente recreativo e são mais populares entre as camadas etárias dos 50 anos para cima e durante épocas festivas.
Apesar de várias tentativas no passado, algumas mais bem sucedidas que outras, não existe ainda um centro ou associação estadual ou nacional que combine serviços de apoio social, económico, profissional e de integração aos recém-chegados e à comunidade residente.
No entanto dado que a Australia é um país multicultural a maioria dos serviços públicos dispõem de informação em várias línguas e existem ainda diversos organismos com a função de apoiar as comunidades locais, sendo quase sempre possível encontrar algum tipo de apoio.
Em Sydney existem alguns serviços de apoio social mas estes destinam-se principalmente a idosos, como a recentemente criada Associação de Comunidades de Expressão Portuguesa fundada em 2012, localizada em Sydney e um centro de dia para idosos portugueses.
Existe ainda o Conselho das Comunidades Portuguesas na Austrália, que tem por função exprimir as necessidades das comunidades de língua portuguesa na Austrália ao secretário de estado das comunidades. A sua representante é Ana de Moura Pereira, no cargo desde 2003. Ana Pereira é a conselheira para o Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP), pela Ásia e Oceânia.
Deste conselho saiu outra organização a Comunidade de Língua Portuguesa (CLP) que organiza os dois únicos festivais portugueses em Vitória: o festival anual do dia 10 de Junho, Dia de Portugal e das Comunidades; e o festival Warrnambool, que tem lugar de dois em dois anos, em Victoria.
A maior fonte de informação para a comunidade são os programas de língua portuguesa nas diversas rádios no país, enquanto que as aulas de português dadas em várias escolas estaduais e os muitos clubes recreativos e desportivos ajudam a manter a comunidade coesa e a celebrar a vibrante cultura e gastronomia portuguesa.
- Nos vários clubes e associações [2] espalhados pelo país
- Nos cafés e restaurantes do bairro português de Petersham em Sydney e em outros presentes na nossa lista de classificados [3]
- nos encontros mensais do meetup português [4] realizados em Sydney e Melbourne
- nos três festivais anuais portugueses
- ouvindo as rádios em português [5] e consultando a nossa página de eventos [6] para saber quais são os próximos eventos de expressão portuguesa perto de si
- através dos vários grupos de facebook [7] na Austrália
- passa palavra - depois de conhecer um português, aparecem sempre mais 10...
E claro socializando e indo a eventos de expressão Portuguesa, como o Festival Ritmo [8] brasileiro, o Brazilian Film Festival [9], o Timor Leste Culture & Food Festival [10] e muitos outros. Para saber quais são os próximos eventos de expressão portuguesa perto de si visite a nossa página Eventos [6].
Para ver a lista de associações portuguesa na Austrália, visite a nossa página informações úteis [11].
Pode encontrar mais informação e dados estatísticos sobre a comunidade portuguesa no pdf Community Information Summary [12] e na página Portugal Country Brief [1].
Gastronomia Portuguesa
A rua com mais gastronomia portuguesa por metro quadrado é a Canterbury Road no bairro Português, em Petersham, Sydney.
A comida portuguesa já é conhecida dos australianos, principalmente o frango do churrasco português (piri-piri chicken), da cadeia de fast food Nandos, os hamburgeres do Oporto, os pasteis de nata (custard tart) vendidos em alguns cafés e supermercados, o bacalhau (cod) e as sardinhas (sardines) presenças habituais no Festival Português em Petersham que decorre todos os anos em Março.
No entanto fora do bairro Português, e de outros locais em Sydney é difícil encontrar restaurantes portugueses e por isso muitos australianos ainda não conhecem bem a culinária portuguesa. Para saber onde existem mais restaurantes visite a nossa página de classificados [3].
Se quiser saber mais sobre gastronomia portuguesa clique aqui [13].
Ensino de Português
A comunidade de expressão portuguesa na Austrália é composta na sua maioria por Brasileiros, seguidos de Timorenses mas podem encontrar-se falantes de Português vindo de todos os continentes.
Portugues é a 34ª língua mais falada na Austrália (2013). A primeira é o Inglês seguido do Mandarim, Italiano, Árabe, Cantonês e o Grego.
O bairro que concentra mais falantes de português por metro quadrado fica em Sydney, é Earlwood com 633 falantes, a cerca de 10km do centro de Sydney e não muito longe do bairro Português de Petersham (censo de 2011).
Outros subúrbios com um grande número de falantes de Português são: Marrickville com 566 e Dulwich Hill com 315 falantes de português, enquante que o chamado bairro português de Petersham conta com uns modestos 220 falantes.
Em Victoria o bairro com maior percentagem de falantes de Português é Point Cook, a sudeste da West gate bridge, representando 0.3 por cento da população desse subúrbio. Outro subúrbio que apresenta o mesmo número de falantes é Reservoir, a norte de Melbourne e onde se encontra o Club Sol de Portugal.
Esperamos que Susana Teixeira Pinto, a atual Coordenadora do Ensino e Cultura Portuguesa na Austrália, consiga com a ajuda das escolas promover o ensino da Língua de Camões.
